Res Ipsa  



“O que conta nas coisas ditas pelos homens
não é tanto o que teriam pensado aquém ou além delas,
mas o que desde o princípio as sistematiza,
tornando-as, pelo tempo afora,
infinitamente acessíveis a novos discursos
e abertas à tarefa de transformá-los”

Michael Foucalt – “O Nascimento da Clínica”

* abertura do meu trabalho de TGI

Escrito por Lú Azevedo às 22h11 [   ] [ envie esta mensagem ]





O Abraço e a Lágrima

Lenine

Ah como ser tanta emoção
Na harmonia do abraço
E ser somente esse abraço
Num continente de afeto
O corpo completo sente
Que repleto não se cabe
É o coração em despejo
É a lágrima em seu trajeto
Que zelosa evita o lábio
Para não salgar o beijo


Escrito por Lú Azevedo às 16h52 [   ] [ envie esta mensagem ]





... E voltamos...fiquei contando pedrinhas o resto da noite
Escrito por Lú Azevedo às 17h00 [   ] [ envie esta mensagem ]





RESPOSTA
(skank)

Bem mais que o tempo
Que nós perdemos
Ficou pra trás
Também
O que nos juntou
Ainda, lembro
O que eu estava lendo
Só pra saber;
O que você achou
Dos versos que eu fiz
E ainda espero resposta
Desfaz o tempo
O que está por dentro
DESSE LUGAR QUE NINGUÉM MAIS PISOU
Você está vendo
O que está
Acontecendo

Nesse caderno sei que ainda estão
Os versos seus
Tão meus que peço
Nos versos meus
Tão seus, que esperem
Que os aceitem
Em paz eu digo que eu sou
O antigo do que vai adiante
Sem mais
EU FICO ONDE ESTOU
Prefiro continuar
Distante

Escrito por Lú Azevedo às 00h56 [   ] [ envie esta mensagem ]





Até Pensei

(Nana Caymmi de Chico Buarque)

Junto à minha rua havia um bosque
Que um muro alto proibia
Lá todo balão caía
Toda maçã nascia

E o dono do bosque nem via
do lado de lá tanta aventura
E eu a espreitar na noite escura
A dedilhar essa modinha
A felicidade morava tão vizinha

Que, de tolo
Até pensei que fosse minha
Junto a mim morava a minha amada
Com olhos claros como o dia
Lá o meu olhar vivia
De sonho e fantasia
A dona dos olhos nem via

Do lado de lá tanta aventura
E eu a esperar pela ternura
Que enganar nunca me vinha
Eu andava pobre
Tão pobre de carinho

Que, de tolo
Até pensei que fosses minha
Toda a dor da vida
Me ensinou essa modinha
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha


Escrito por Lú Azevedo às 15h50 [   ] [ envie esta mensagem ]





"Quando você foi embora
Fez-se noite em meu viver,
Forte eu sou, mas não tem jeito
Hoje eu tenho que chorar"


Escrito por Lú Azevedo às 18h02 [   ] [ envie esta mensagem ]





“Há sempre um pouco de loucura no amor, mas há sempre um pouco de razão na loucura.

E para mim também, para mim que estou destinado à vida,  às borboletas e às bolhas de sabão, e tudo o que elas se assemelham entre os homens, parece-me ser quem melhor conhece a felicidade.

Quando vê esvoaçar essas almas pequenas, leves, maleáveis, graciosas e brincalhona  Zaratrusta tem vontade vontade de chorar e cantar.

Eu poderia acreditar em Deus que soubesse dançar

Aprendi a andar, desde então, deixo-me correr

Aprendi a voar, desde então não preciso mais que me empurrem para mudar de lugar

Agora sou leve, agora eu vôo, agora um deus dança em mim

Assim falava Zaratrusta”

 

Nietsche


Escrito por Lú Azevedo às 18h27 [   ] [ envie esta mensagem ]





O teatro reflete a confusão na qual todos estamos mergulhados. Festas e ritos da confusão... É título de uma obra que não conseguimos nomear, e que nem sabemos, ao certo, se queremos que ela exista...criar raízes de ervas daninhas é sempre perigoso.

Como um distante Messias, como um improvável Godot, estaremos esperando ou já renunciamos a esperar o Poeta, que nos oferecerá a verdadeira poesia, devolverá à condição humana o sentido do valores autênticos que parece perder cada vez mais (?) e de quebra ainda vai deizer que nos ama!

ah, irônias e frustrações à parte, estarei mais vez por aqui...promessas, vocês não estão cheios delas?


Escrito por Lú Azevedo às 20h54 [   ] [ envie esta mensagem ]





"Pensou que eu não vinha mais pensou, cansou de esperar por mim, acende o refletor, apure o tamborim, aqui é o meu lugar...EU VIM!"

"De cada um conforme sua capacidade,

para cada um conforme sua necessidade"

Karl Max

 


Escrito por Lú Azevedo às 17h17 [   ] [ envie esta mensagem ]





"PARA SER GRANDE, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és no mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive".

Fernando Pessoa

* Para Dimas... tudo passa, sempre passa.


Escrito por Lú Azevedo às 10h58 [   ] [ envie esta mensagem ]





Tentando disfarçar até agora uma possível estupidez... E também, explicar pra mim como são "feitas" as pessoas que não são passíveis de erros.

Não acredito que alguém tenha intenção de criar um obstinado/maníaco/perfeccionista/ranzinza/exigente/detalhista em sã consciência. Porém essas pessoas existem e acreditem, o peso de suportá-las é muito maior a si próprio.

O mais interessante de tudo isso é poder descobrí-las, todas elas, todas as pessoas.
Escrito por Lú Azevedo às 18h26 [   ] [ envie esta mensagem ]





Noel na estante, Paulinho na viola sem cordas, Baudelaire no canto, Drummond na cabeceira. Você.
Chico no quarto inteiro, Raul no lustre, Belle and Sebastian nos sapatos, Nando Reis no balde vermelho, junto com as roupas. Você.
Fellini no DVD, Bogart em Casablanca, Woody Allen na fita gravada. Você.
Sinatra na lua, meu cobertor na cama, as letras no meu computador. Você.
Beatles, muitos Beatles... George no material de Sanscrito, Paul no centro, Lennon ao lado de Sean, Ringo nas estrelinhas colocadas no teto. Você.
Tom Zé na tesoura, Caetano no dicionário, Pessoas em todos os livros, Maiakóvski na coleção de cartões, Dali na de marca páginas. Você.
Mawaca no livro de Tupi, o cachimbo no cigarro e o cinzeiro na janela. Você.
Clara e Clementina vadiando, Cartola e o chapéu de palha na parede, Nelson, por falta de cavaquinho, no pandeiro, Cássia na caixinha de remédios. Você.
Gógol no guarda-roupa, Dostoiévski no capote, Goethe na encruzilhada. Você.
Calvino na China, minha mente no Tibet, Primo Lévi no campo de concentração, Pirandello no Hospício, Machado na varanda, na cozinha, na sala. Você.
As fotos no mural, as novas na impressora, as antigas na latinha de biscoitos de natal. Você.

* "jogo da dama" de volta. obrigada, Você. sempre ótima!



Escrito por Lú Azevedo às 01h24 [   ] [ envie esta mensagem ]





"As pessoas sem imaginação
podem ter tido as mais imprevistas aventuras,
podem ter visitado as terras mais estranhas.
Nada lhes ficou.
nada lhes sobrou.
Uma vida não basta apenas ser vivida:
Também precisa ser sonhada"

Mario Quintana

*Para Sophia
Escrito por Lú Azevedo às 00h13 [   ] [ envie esta mensagem ]





"As pessoas sem imaginação
podem ter tido as mais imprevistas
aventuras, podem ter visitado
as terras mais estranhas.
Nada lhes dicou.
nada lhes sobrou.
Uma vida não basta apenas ser vivida:
Também precisa ser sonhada"

Mario Quintana

*Para Sophia
Escrito por Lú Azevedo às 00h12 [   ] [ envie esta mensagem ]





Aviso aos Navegantes e atores do lado de lá:

Se "navegar é preciso" nada como a música para nos transportar a além-mar. Não faz muito tempo ...foi apenas há uns mais de 500 anos, que alguns corajosos marinheiros e argonautas portugueses deixaram sua terra, casas, famílias, amigos... para se aventurar por mares desconhecidos (?) e chegar às terras de Santa Cruz.

Por esses cinco séculos tantos e tantos portugueses repetiram essa façanha, deixando sementes em todos os cinco continentes. A palavra "saudade", só conhecida em português, que descreve e mistura os sentimentos de perda, distância e amor, se instalou no coração dos que partiram e inspirou desde o mais simples verso aos Lusíadas de Camões. Os que para cá vieram cantaram suas canções e cantigas, descrevendo o fado de cada um, o Fado que é a própria expressão da desventura e a tristeza da perda do que e de quem se ama. Depois se encantaram e cantaram a alegria de aqui estar e viver no Brasil.

Pôr isso, Ju Gomes, Marina, Jack e Thiago, seguimos em barcos separados, mas paralelos ...É um tempo de descobrimento; um mundo novo que apenas começa ao final de cada canção.

"Navegar é preciso... Viver não é preciso"


Os Argonautas

(Caetano Veloso)

o barco, meu coração não agüenta
tanta tormenta
alegria, meu coração não contenta
o dia, o marco, meu coração
o porto, não
navegar é preciso
viver não é preciso
o barco, noite no teu tão bonito
sorriso solto perdido
horizonte, madrugada
o riso, o arco, da madrugada
o porto, nada
navegar é preciso
viver não é preciso
o barco, o automóvel brilhante
o trilho solto, o barulho
do meu dente em tua veia
o sangue, o charco, barulho lento
o porto silêncio.

Escrito por Lú Azevedo às 22h41 [   ] [ envie esta mensagem ]



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BRASIL, Mulher, Arte e cultura







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